“... Quem sabe quando o vento vai trazer de volta o seu pudor?
Igual àquela flor do verão que você me deixou
Será que vou me tornar de novo o vencedor?
Como no frevo dançado de um pierrot
Ou num samba a dois criado por um certo compositor
Parecendo uma canção de fim de carnaval que de ti fez-se mar
Mas, falando sério,
onde vou arranjar calma para ir te buscar?
Depois de tantas lágrimas sofridas sem ter você
E depois das primaveras me vejo como mais velho
Lembrando dos tempos que era mais moço,
desvendando teus mistérios
Mas além do que se vê ainda não foi embora esse chato querer
Acho que o pouco que sobrou dos últimos romances
Me condicionaram a te desejar só em horizontes distantes
E agora me acovardo como um cara estranho e sentimental
Deixando do lado de dentro o meu amor por você, imoral
Tenha dó, agora que és de lágrima o meu ser
Meu coração não agüenta se sentir tão sozinho,
não quer mais sofrer
Esse azedume que ficou no meu peito
Pois é morena, não quero mais ter
Ele prefere dar adeus a você
Quer virar um cara valente para ter outro alguém
Não quer fingi na hora rir e ter liberdade de seguir
Ta bom, assim que é então assim será
Vai embora esse sentimento,
me deixa arranjar um outro par
Que chegue em barco, por um pássaro,
Ou santa chuva trazida de qualquer lugar
Essa conversa já está batida
E nenhuma outra apareceu em minha vida
Esses meus andares, não sei mais aonde chegar
Não tem nenhuma descoberta, nenhum outro lugar
Quer saber? Cansei, deixa estar...”
quinta-feira, agosto 20, 2009
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