domingo, dezembro 20, 2009

a,liás

Cada dia vejo uma história contada por um aluno, amigo ou colega de trabalho
De aparecer alguém que mexe, desconserta e depois perdura
Como também some
E é bom que seja sumido!

Como é difícil viver na ditadura do pré-julgado amor
É aquele que pode “condenar” o coração a ser mexido quando não se deve
Ah aqueles olhos penetrantes!
Que só foram vistos em uma minúcia de minutos, mas flutuam na mente que tenta desconstruir a inesperada lembrança
Mas vão dizer que aquele rapaz é um pervertido que subestima a sua e a outra dama
Mas o homem tem dessas coisas
Acontece, deságua e até vira esfinge
Ou desengano, desarmonia, destrato
Naquele acervo das leituras e imaginações é difícil o detalhe do rosto
É tanta oportunidade de se descuidar, deslembrar, ignorar

Aliás, eu mesmo pré-julgo esses chiliques amorosos, é nada de fundamental
Aliás, deslembre o fundamental nada é essencial na vida
Aliás, olvide o essencial porque tudo depende do momento
Aliás, perca o momento o que importa são os detalhes
Aliás, esqueça os detalhes dessa declamação

Não é para ser entendido, nem pré-apreciado ou julgado
Pode até ser lido e refletido, como um jogo de palavras.
Porque no fundo todo ser humano é covarde
Fraco em suas atitudes não expostas e mensagens subliminares
Que se atrasam em cada adjetivo
Que em cada vocábulo o que predomina é a dúvida
Pobre do Homem declarante
Não é melhor misturar tudo isso e chegar a um sujeito?